umapausa

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segunda-feira, setembro 08, 2008

Antonieta é vida

Um dia se despiu da roupa pesada que a cobria. Chegou em casa mais cedo, desligou a energia, escondeu seu celular. Se enfiou no banho interminável, com águas frias e corrente. Jurou pra si: não sou a mesma. Jurou de novo. E continuou.
Depois de um tempo apareceu um outro. Não, digamos, um outro amor. Porque nela cria que amor é único, não são vários, não são tipos, é um e se não for, já era. Foi bonito assim. Mas ela não o queria.
Cansou de fingir que acreditava naquelas promessas românticas e arcaicas. Cansou fingir uma coisinha light, um amor bobinho, coisinha calma. Queria sentir na pele seu fogo arder, o fogo doentil da mulher poderosa, o fogo que apagam desde que nasce a pequena flor, menina.
Antonieta agora é Cathelly. Trabalho noturno, começou a malhar. Pôs silicone, pintou o cabelo, fez sobrancelha permanente. Clareou seu sorriso, não apenas com os produtos, mas com sua própria carne, seu próprio arder. O veneno que jorrava de seu corpo imaginário, exalava uma essência fulminante. Em dois meses tinha seu carro. Tinha uns 36 amantes.
Não é que puta é outra gente. É bicho, é coisa nociva. É o auge da mulher envenenada. Liberta para deglutir seu próprio poder.
Puta é mulher sem freio. Não é perdida, mas achada em si. Louca seria se fosse mais uma inha. Pintando seus quadros no seu apartamento pequeno, esperando seu namoradinho voltar das viagens à trabalho. Saída ao domingos em que sempre encontrava sua amiguinha desconhecida, amante dele. Aquele cara rico, trinta e cinco anos e antidepressivo, cabelinho liso e braços malhados. Ele mesmo, o playboy gostoso, não passava de um idiota, que não sabe contemplar toda a essência e poder de uma, apenas, um mulher. Antonieta fugira de tudo, largou seu futuro noivo, cansou de seus chifres.
Ela mora em uma mansão moderna, tem marido e faz filmes pornôs para os franceses todo ano. Brevemente terá um filho, mas por enquanto ama seu cachorro. Os dois cachorros, o marido submisso e o labrador fiel. Tudo porque o marido, sabe deglutir toda a essência de uma mulher. Ele é o mais feliz.


4 comentários:

Gustavo Santiago disse...

antonieta é autenticidade em pratica.

É a alma que fica dentro delas pertubada querendo algo novo, procurando por uma aventura. Antonieta tem imaginação, ela quer, ela pode.

Isso existe, isso valorisa qualquer mulher.
E isso precisa ser expelido, tem que botar em pratica.

LunaJeannie disse...

Antonieta pra mim, não é nada. É só um retrato da evolução do espaço feminino no mundo.
Antes que mal podia abrir a boca, agora abrange espaços diferentes e ousados, espaços totalmente contraditório segundo nossa sociedade, ainda, machista.
E o que fica no texto em destaque é:
como que pode uma mulher trabalhar como atriz de filme pornô e ser casada? Numa sociedade dessa! Como que pode?
Pior de tudo é que é verdade.
Antonieta não existe, mas é baseada em fatos reais...
;*

Fábio Coelho disse...

Nossa, esse ficou loco hein! pirei
ce rasgou a mentira com violencia e mostrou a verdade, que tava atras da mentira.
Puro feminismo
eu nunca teria essa visão
mas voce teve
ISSAÊ!
Evolução Da mulher!
Se você fosse um homem seria desperdicio!
Abraço

freefun0616 disse...

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