umapausa

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quarta-feira, junho 10, 2009

la médici, deusa!

canto do meu grito, que comigo vive, que em mim é. Grito que existe e persiste em esconder-se atrás de uma personalidade maldita moldada idiota que não minha, mas finjo ser, por enquanto. Porque por enquanto, não sou ninguém que tenha vida ativa vista, mas que cá, dentro do meu lacunoso e vazio cérebro, os pensamentos dançam e se entrelaçam e se trocam. E nasce mais e mais, todos cá, preso num cérebro que finjo existir para finalidades, apenas, visíveis.
Sou o que estudo e isolei dentro de mim, tudo aquilo que me traía a um lugar que não fosse a minha verdadeira finalidade. Agora eu busco caminhos que são retos e únicos, todos fecundando um único objetivo que mais que isso é toda a minha vida. Minha vida girava em torno de Deus. Não que agora não gire mais em torno de alguma coisa, mudei de deus, mas minha vida gira e sobe, movimento helicoidal, longitudinal, com geotropismo negativo. Se cresço contra a gravidade meus amigos imaginários, cresço em direção ao céu. E meu deus agora, não me dá fé. Nem move montanhas. Não é um deus do diabo, é só um deus errado que eu enganei ao seguir. E que na verdade, sendo sintaticamente correta, é uma deusa. Um objetivo que fagocitou um sonhou e gerou um deus (deusa). Quem corre demais atrás de uma coisa, alcança. Mas o que é feito de si? De mim? Eu vou conseguir, claro que eu sei. Mas e eu? Girarei então em torno dessa deusa que na verdade, não tem poderes algum? Sinto falta do verdadeiro Sol. Do meu lugar ao Sol.