umapausa

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sexta-feira, setembro 04, 2009

demasiada confissão

chegamos a tal ponto, talvez o climáx do fracasso, que foi preciso uma briga para invetar-se perdões e enfim, reconciliar-se. não da briga que tivemos, mas da mágoa que guardamos durante esse bom tempo que fingimos não doer. A briga foi um pretexo para haver uma reconciliação que seja, talvez abraços sinceros de perdão, talvez promessas cobertas de amor, mas qualquer ato de carinho, que derretesse o gelo infinto que estava exatamente entre nós.
Seres humanos são sempre os mesmos. Se acontece comigo um erro, acontece com todos, o mesmo e exato erro, que se põem com outros trajes, mas continua sendo mesmo.
O ego, orgulho, o eu, o egocentrismo existe sim e está nos corações mais bondosos assim como também nos mais perversos. Evitamos, mas não soubemos resistir.
vez outra eu topo com esse muro que topei. Bato de cara. De frente. Machuco. Caio no chão.
Lá, machucada, me recomponho. Como se minha alma, meu verdadeiro eu se perdesse dentro de mim e só no chão, em pedaços, para achá-lo de volta. Eu amo estar assim.
E na verdade, estamos assim. Nós dois, aos cacos. No chão. Enquanto eu pego seus restos, você me ajuda, pegando os meus. Juntaremos o restos que a vida fez de nós. Mesmo que nesse momento seja preciso eu pegar um pouco de você, para me recompor, mesmo que seja preciso eu dar um pouco do meu eu, para você se recompor, nos recomporemos.
Eu sempre soube que essa história era mesmo muito idiota para ser tão complexa. Sempre soube que por trás de tudo, havia um outro sentindo e hoje sei que esse sentido é o que sempre busco na vida, porque você, melhor do que ninguém, me ensinou a buscar o que há de mais verdadeiro. Nosso amor nunca não foi verdadeiro, mas por um tempo, por um longo tempo, foi caleijado demais para ser puro. Foi sendo tampado com mágoas infinitas e engolidas, todas invisíveis. Finjimos que estava tudo bem, enquanto estava sendo afetado o que há de mais verdadeiro e puro no mundo. Como vírus que se instala no corpo e fica lá durante anos pra depois matar subitamente, sem avisar.
Antes que o amor morresse, veio entre nós muros. Batemos de frente. Quebramos a cara.
Hoje eu choro, não porque o perdi, não porque me redimi demais, nem porque estou afetando meu orgulho. Choro porque foi preciso todo esse tempo, toda essa ladainha, para eu perceber tudo isso. Porque eu abri meus olhos, deixei que as lágrimas lavassem minha alma e agora eu enxergo, pai, que minha vida sem seu apoio é um buraco negro de uma estrela que muito brilhou.
Não sei como vai ser bem esse nosso recomeço, do que na verdade, nunca teve fim. É um recomeço forjado, só pra renovar e eliminar o que polui.
no entanto, eu sempre o amarei. Sempre serei sua filhinha, que sim, desde de pequena lhe deu muito trabalho com meu excesso de revolta, desjuízo e mania de querer saber demais. Mas que desde pequena fez de você o sentindo de uma vida. Da minha vida.

L.J.A. Mangueira

3 comentários:

Lu Andrade disse...

Luna,
O ápice do fracasso, a plenitude consciente do frio... "Seres humanos serão sempre os mesmos". Eu visualizo força, sua força! O que evitamos insiste em desdobrar-se sobre os planos sutilmente esboçados. Admite gostar do estado estilhaçado, para consequente junção e compartilhamento íntimo. Que belo! "Antes que o amor morresse, veio entre nós muros. " Me emocionei lendo este trecho. Se equipara a alguns anseios meus não confrontados... Você me modifica Luna, "demasiadamente" *-*. Abraços.

Gustavo Santiago disse...

eis que voltei.
e eis que volto a me deliciar entre suas entre linhas.
A algo de rebelde, algo que não aguente mais ficar calado nas partes dos teus textos. Mas sempre a algo querendo abraçar tudo e reconciliar.
Bom estar de volta

freefun0616 disse...

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