umapausa

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segunda-feira, julho 12, 2010

Aqui, neste pedaço de papel: toda a saudade que sinto. E sofro. E sinto. E a omito. Não que seja uma saudade remota, repetitiva, insistente. É a saudade de um modo agudo, intensa, afobada. Sinto sua falta hoje, mas acredite, não é todo instante. E quando vem, rouba essas lágrimas que caem agora de mim. Aflita, abraço a mim mesma com facas cortantes, na tentativa de ser forte, eu mesma me machuco. Mesmo que eu tente fugir do lirismo e ir para racionalidade, cá está toda essa saudade involuntária, sufocando minhas decisões. Ela é filha de uma emocionalidade que agoro considero tosca. E usando a razão, seria loucura eu não sentí-la.

Goiânia, 02 de junho de 2009.




5 comentários:

LunaJeannie disse...

à meu pai.
(num passado, que ainda bem: é passado).

Isabella disse...

minha escritora favorita! te amo!
=]

Luana Andrade disse...

Eu desabo e contemplo embasbacada tudo isto... Sua sensibilidade é magistral, e se o lirismo entrelaça-se a racionalidade, isto não obsta sua exatidão, inexatidão de sentir... Me li, e distei... pois tudo isto é teu... um abraço Luna, vislumbrei um lampejo de "lu´s".

Thuan Carvalho disse...

sei a sensação.

Milla disse...

Perfeito! Adorei *-*