umapausa

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segunda-feira, setembro 13, 2010

francamente

Volte, volte exatamente à ala dos perdidos e desamparados. Juro, meu bem, é bem melhor do que viver sob estes montes de artifícios e risos mesquinhos de quem te quer somente pelo fato de te ter. Eu ainda valorizo as proezas perdidas, gosto de sensibilidades e revoltas à favor do sentimento alheio. Ainda gosto de olhar dentro de vários olhos, todos os possíveis, e ouví-los, somente. Gosto de dizer otimismos e realidades endurecidas, apesar de não ter aprendido a ser a sincera de todos os jeitos. Eu olho para você, puro e jogado. Mais um que escorregou em suas paixões à moda antiga - pelos preceitos tão modernos e tão confusos. Estou na ala dos bastardos, eu gosto de sujeira sendo-a verdade e coração. Moralistas, seguros e perfeitos são bons demais para mim, eu não suporto, sou um tanto frágil. Pessoas, eu sempre falo é de pessoas. Eu insisto em afirmar o que restaram dos meus princípios.
E mesmo assim, o maior deles prevaleceu. A raiz, a minha fôrma, meu cosmo transcendental: minha tara ao espontâneo, minha repulsa maligna e incontrolável pelo forçado. Eu gosto é de pessoas. Não de projeções.

Um comentário:

Fábio Coelho disse...

nossa, que texto doido, achei massa demais esse negócio de voce nao gostar de projeções, e sim de espontaneidade, do sincero, mesmo que seja estranho ou feio. curti demaaaaais, vc fala de franqueza e o próprio título é "francamente", mandou beeeeem luninha!beijo do binho!