umapausa

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domingo, dezembro 26, 2010

desde maio 2006

cavei várias covas num capricho absoluto. Matei-me diversas vezes até dispersar de mim tudo que fui. Meu futuro me incomoda, eu não cumpri com a promessa de ser dona do que se segue. E aqui, corroída, olho repentinamente para isto. Eu não passo de um isto.
acordei! descendo ladeira abaixo para um inferno mais profundo. Finalmente, pude me ver num estado repugnante. Agora já era destino, eu já sei. Não quem eu sou, mas quem pretendo ser.
é preciso fogo para moldar-me, irredutível, teimosa, preciso do fogo que queima e espatifa. Enquanto ando no meio termo, colo pedaços mal feitos de um alguém. Isto.
Meus sorrisos que estampam só poderia ser sinceros. Mas não vem de uma alma aceita, vem de um corpo cansado e determinado a seguir. Insatisfeito, mas sincero.
Ainda assim volto ao passado e pergunto àquela: quem? Avanço até aqui e indago: quem? Essa mania de se definir é irritante e imprecisa. Eu não sei quem sou e isso já me torna digna de errar.
Me desconheço, me forjo aos poucos. Tantos poucos que hoje há excesso nas opções de ser. Não valho muito, sou humana inconsciente, dosada à fervor e emoção. Nunca fui, sempre quis ser e neste percurso existo.
Meus anos passados foram marcados a bytes e afins. Cá está todo o caminho de uma alma incansável e por demais ousada. Ousei em querer maior que sou. Agora me cresço para conseguir.

4 comentários:

Felipe G. disse...

Profundidade em palpitação quase a explodir sobre sua existência, isso sim si vê nesse texto. Nele, Luna, não guarda nada mesmo do que sente ou sentiu quando postou-o no blog... sua alma exala exatamente essas emoções.

Seguindo você!

Felipe Gonçalves

Isabella disse...

Te ler me faz um bem danado sabia?!

Luna Jeannie disse...

obrigada, felipe. Não seria assim se não fosse sincero. eu acho!
beijo

Luna Jeannie disse...

isa, sua louca!