umapausa

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sexta-feira, janeiro 07, 2011

Isabella-te

*a ela


encontrei-na em vigor e pulso. Coragem de se enfiar dentro de seu próprio princípio, de denfendê-lo como quem vive em prol disso. Coragem! Seus olhos me diziam enquanto brilhavam sob a luz e pelas lágrimas que insistiam em invadí-los. Mas ela não chorou. Porque desde um tempo soube controlar certos tipos de choros - daqueles que antes eram incompreensíveis. Ela chorava sim, muito. Escândalo, gritos, dentro do quarto, no colo da mãe, pai, namorado, travesseiro. Mas nada que fosse desnecessário ou um tanto infantil e meloso.
Enquanto ela dizia suas lutas, eu entendia o porquê. E me via nela, falando. Eu entendi que um dia iria falar daquele jeito, com aquela força e aqueles olhos brilhantes de lágrimas e sol.  Ela é do tipo que tem ideais. E come isso todos os dias em seu café da manhã.
Isabella passa o dia sendo cercada dos podres vultos vazios, que são as pessoas que preenchem o mundo com suas massas, mas que nada são por dentro. E quando ela demonstra seu valor e vontade de viver - de verdade, eis que feras que a cerca a odeiam. As pessoas fracas jamais aceitarão brilho alheio perto de si. E o brilho da Isabella ofusca quem  não sabe contemplá-lo.
Ainda teima em meu cérebro a real existência dela. Mas sim, ela existe. E existe tanto que me faz também existir. Eu sou ela. Eu sou Isabella Mesquita pronta para viver o que quero, pondo em risco a idiota reputação que a sociedade cobra. Mas sendo real e verdadeira, sendo humana. Olhando para o planeta Terra e para as crianças famintas. Sendo a boazinha ridícula e rindo por dentro por pensarem isso de mim, tem que ser muito tolo para me achar boazinha.
Eu quero correr o mundo atrás de utilidade. Vou morrer, mas que eu -pelo menos- seja útil e viva.Viva.
Isabella falava e eu entedia. Que tanta coisa que digo e poucos compreende, diz também ela. Mas eu a compreendo. E quero dizer que enquanto estou encharcada de seu vigor, penso que vale a pena cotinuar tentando nem que eu morra nisso.
O maior alívio é poder escolher. E ter a liberdade de ser o que realmente quer. Porque ela, Isabella, é do tipo que marca e ofusca. Ela sempre fica por onde passa.

4 comentários:

Isabella disse...

é uma honra sua personagem. É uma honra estar descrita em suas palavras.

Isabella disse...

ops...é uma honra ter sido sua personagem. =]

Luna Jeannie disse...

"E o brilho da Isabella ofusca quem não sabe contemplá-lo."
:)

Ana Paula Costa disse...

Parabéns pelo belíssimo texto. Literatura cofessional é fascinante. Principalmente quando a fazem tão bem.