umapausa

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domingo, fevereiro 27, 2011

ressentida

É que sou mesmo uma exagerada, tanto para amar, como para desprezar. Porque o ódio não entra num corpo que extravasa, em pus, amor. Amor que mesmo ressentido, magoado, agonizando em porquês de mágoas, é amor.
Sinto muito em afirmar-me, mas não posso esquecer do dia fétido. E ponho um nunca no quesito ser o que era antes, melhor: ponho um nunca mais entre nós. Não por escolha venenosa de uma amargurada, aliás, posso até possuir amargura, mas não sei usar tal veneno. Me satisfaço com o desprezo e faço disso um ante-ódio. É que não posso dar-lhe a confiança que despedaçou outrora, fazendo dos meus segredos, medos, dos meu lamentos partilhados, sonhos descritos e objetivos declamados, alvo de sua insensatez, de sua morbidez sentimental.
Não há nada pior que tocar na ferida de quem está quieto. Pior é que além de abrir tal ferida com garras impiedosas, fez outras maiores. 

3 comentários:

Fábio Coelho disse...

nossa, mandou bem demais. Ta maguada com alguem ne? mas essa magoa rendeu uma frase muito massa que nao resisti, colokei na minha parede: o ódio nao entra num corpo que extravasa, em pus, amor. essa é a luna!! lindo!!!!! muito bom!

silvioafonso disse...

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Gostei tanto de estar por
aqui que resolvi ficar.
Coloquei na sua parede o meu
retrato e agora, humilde,
espero que siga o meu blog
como o seu, sigo eu...

silvioafonso





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Luna Jeannie disse...

burlei a tristeza e transformei em poesia. Estava magoada, binho. Tudo que escrevo aqui vira passado. É só por pra fora e meu destino muda, hahaha.
adorei a frase também, nem tinha reparado o quanto ficou linda.
beijito