umapausa

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segunda-feira, fevereiro 07, 2011

todos os pastos, os lodos e algas grudadas em mim, no mergulho profundo de um lago proibido chamado escolha. Numa luta, caminhada. Num martírio, num draminha a la novela mexicana, de quem tem talento para atuar. Chorei, com o orgulho privilegiado de quem ainda pode chorar. Lutei, com a força escassa de quem sabe não desistir. Fiz da minha vida aquele triunfo, ali, lá na frente. Ele está logo ali.
Crescida, pego estes restos de lirismo. Não é que falta-me inspiração, mas eu aprendi a ser mais racional. Sobrevoar esse lago de lodo, na angústia dos dias. Temidos, esquecidos. Eu amo muito todos vocês, mas agora é comigo. Só eu.

eu adoro viver isso aqui.


2 comentários:

Fábio Coelho disse...

que coisa linda, particular, pequena mas bonita! essa metáfora de lago proibido com escolha foi FERA! isso me lembrou um texto do sartre que eu li na faculdade: o existencialismo é um humanismo. te adoro menina! um beijo do binho!

Luna Jeannie disse...

haha, jor. Você sempre entende os detalhes... quero ler esse texto de sartre. Saudade! ;*