umapausa

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quarta-feira, março 23, 2011

post necessário

não vou mais fugir, por isso retomo palavras. É pela força que sou, que arrancado do infinito, estas palavras. Forjo uma epifania e atuo uma mudança. Eu mereço uma bela de uma bronca.
Que fique de fora os excessos. Eu estou levando a sério minha nova penitência.
Não vou deixar escorregar minha vida, para depois na agonia, sentí-la de novo. Eu sou tão patética que gosto, sim eu gosto de viver sob pressão e agonia. Gosto dos desafios mais impossíveis, gosto de pular os mais altos obstáculos. E é por isso que eu estou até hoje aqui, porque brinquei demais de pôr a prova minha própria força.
Não vou pensar no futuro, que seja eu beata, besta, boboca, mas creio em Deus Pai Todo Poderoso e o futuro a Ele pertence.
Não vou mais fugir, Alma. Cá estamos, resolvendo nossos pepinos.
E que seja cumprida minha promessa, vou ser toda desencanto, feitura e nerdisse. "Mas você vai passar, querida. Você tem tudo pra isso", palavras do Permínio. Graças a Deus.






domingo, março 20, 2011

post desnecessário

e eu quero fugir, por isso talho palavras passadas. É por fraquezas como essas que vou atrás dos devaneios, quero a futilidade e procuro o mais raso das relações. Acabo culpando o tempo e sua mania de moer tudo que vem, os atritos que arrancaram pedaços, me tornando mais vazia, menos profunda.
Temo sofrer em tempos assim, que preciso muito de mim. Vou na insensatez do álcool e não como uma fingida, mas sendo sincera na arte de esquecer, me sintetizo na alegria que deveria me definir. Sou gargalhada e motivos de gargalhadas. Numa ação constante de venerar o bom humor, vou por aí, me rindo toda. E colocando nisso o verbo viver.
Não vedo meus olhos, eu enxergo. E como enxergo. Mas eu só quero fugir desses pensamentos sobre um futuro que pode ou não existir. Tudo tão volátil, me desapego. E se me apego, já ardo em saudade, porque a fluidez das coisas é um fato.
Tantas bifurcações têm meu caminho, no quesito talvez. Talvez eu mude de cidade, talvez eu faça medicina, talvez eu  mude de curso, talvez nada. Nada. E é exatamente aí minha angústia. Já carrego a culpa de desfazer minha vida, colocando mil possibilidades de mudança, dando adeus a isso aqui que fiz ser luna.
E além do mais... não.
Não, não vou pensar. Vou fugir, depois, Alma, resolvo nossos problemas. Insólitos e desnecessários.

"São pensamentos tortos, feios, pecaminosíssimos, cruéis, e o pior: eles aparecem sem eu lhes dar licença; aparecem espontâneos, inopinados." 
(Fábio Campos Coelho)

terça-feira, março 08, 2011

carnis valles

e também não posso engolir umas alegrias.
Do copo que despedacei na sua cara,
do peso de sua alma em meu corpo.
E das nossas risadas, no mesmo dia.
depois de gritos roucos, abraços robustos.
perdões interrompidos por beijos,
desculpas salpicadas em sussurros

Da minha vida macabra.
Da minha felicidade tão nítida.
Eu não sou capaz de conter tanta alegria.
Preciso lhe vomitar a euforia,
aqui, meu amor, minha, nossa, sua vida.