umapausa

umapausa

terça-feira, maio 24, 2011

ai de mim

é tomar conta de mim, enquanto ainda exalo flor. É que sua secura, por vezes, me resseca. Assim, nitidamente, deixando minha mania de pôr amor em tudo um verdadeiro erro, uma mania obsessiva digna de asco.
Asco deveria eu ter de você, que me causa isso. Uma desumanização que todos normalizam pelo mundo a fora. Na última moda: o desapego. Sim, porque se apegar doí. E quem se apega, se abre pouco a pouco até suas vísceras e seus segredos te deixar escancarado, sem defesa. Puramente como é. No ápice da sinceridade.
Mas não é isso perigo do apego. E sim a necessidade de ser recíproco. Me abro, então se abra.
Sou mais do que assim. Dou tudo que tenho dessa coisa que chamam de alma. Vou fundo nessas merdas de relações humanas, que geralmente se limitam em superfícies. E clamo por reciprocidade. Clamo como quem é mimado, bate o pé, faz bico, chora alto quando quer uma coisa.
"Ante o desapego que a frustração", pregam.  Eu prefiro a frustração que o desapego. E me submeto a ter toda a força possível para me frustrar infinitas vezes. Tudo, tudo menos a secura de alma. Que vendo assim, a sua de perto, me aterroriza. Pergunto-me, às vezes, se está mesmo vivo ou se é apenas uma carcaça ambulante.

domingo, maio 22, 2011

de quem conta até os segundos para 'o' dia

torcendo deste desejo um triz que me mantenha aqui, forte. Porque estar viva não é uma obrigação sem culpados e sim um desejo vivente de quem sabe viver. Já que estou aqui, vou fazer bem feito. Com que valha a pena. Com que tal desgraça seja uma marca afoita desse mundo coitado.
Estou com medo, claro. Da obviedade de poder não conseguir. Da possibilidade de ser um fracasso no meu sonho. No que tracei como trajeto de vida.
Rezem por mim. Façam promessas, novenas e enfeitem a rua para eu passar quando findar minha alegria.
Lambuzo os beiços com a fartura dessa leveza, porque de fato estou entorpecida. Mais um tempinho de glória e virão meus dias decisivos: as provas medonhas. Pós isso duas opções: ou vou morrer de alegria, ou vou sim morrer de tristeza.
Se não o Venlaxin, estaria só fiapos. Deus-me-acuda, quero passar.
preciso abandonar umapausaparaogrito e abrir um novo blog. Isso é mais uma das promessas do "se eu conseguir".