umapausa

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terça-feira, maio 24, 2011

ai de mim

é tomar conta de mim, enquanto ainda exalo flor. É que sua secura, por vezes, me resseca. Assim, nitidamente, deixando minha mania de pôr amor em tudo um verdadeiro erro, uma mania obsessiva digna de asco.
Asco deveria eu ter de você, que me causa isso. Uma desumanização que todos normalizam pelo mundo a fora. Na última moda: o desapego. Sim, porque se apegar doí. E quem se apega, se abre pouco a pouco até suas vísceras e seus segredos te deixar escancarado, sem defesa. Puramente como é. No ápice da sinceridade.
Mas não é isso perigo do apego. E sim a necessidade de ser recíproco. Me abro, então se abra.
Sou mais do que assim. Dou tudo que tenho dessa coisa que chamam de alma. Vou fundo nessas merdas de relações humanas, que geralmente se limitam em superfícies. E clamo por reciprocidade. Clamo como quem é mimado, bate o pé, faz bico, chora alto quando quer uma coisa.
"Ante o desapego que a frustração", pregam.  Eu prefiro a frustração que o desapego. E me submeto a ter toda a força possível para me frustrar infinitas vezes. Tudo, tudo menos a secura de alma. Que vendo assim, a sua de perto, me aterroriza. Pergunto-me, às vezes, se está mesmo vivo ou se é apenas uma carcaça ambulante.

Um comentário:

Jéssica Neves disse...

como sempre me identifico tanto!
lê minha alma vce. minha brilhante escritora :)