umapausa

umapausa

quinta-feira, julho 07, 2011

m. maria (vii)

eis que ela e seu perfume invade um cômodo. Não tava mais a velha ressentida,  agora de salto alto e um batom rosa, voltou a ser bela. Mas seus olhos pesavam o vermelho de quem havia chorado. Eu, eu maligna, a fiz chorar. Nessas conversas de relacionamentos, sempre sangra um peso do que foi dito.
Passou-se segundos, o abraço reconcilioso continuou por um tempo.
A sangria foi breve e o ar nem está mais denso. O veneno foi diluído nesses sopros de amor. De amor é que se precisa para se ter uma maria, uma sua maria.

já posso ouvir seu riso da sala. Agora é ela quem come a tv. Fico aqui.  Fico aqui pra sempre.

Nenhum comentário: