umapausa

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segunda-feira, maio 21, 2012

bagunças


são só bagunças. maligno tempo, me comeu antes passar. Vivo, agora, sem análises, nem reflexões. Sem mesuras de minhas atitudes, escorreguei, de novo,  no desequilíbrio, de onde fui parida. Dizem que eu vou me dar bem, mas estão na frente, colecionando picuinhas. Eu não suporto parar minha vida para digerir fatos pobres, preciso de coisas mais sérias, não de vocês. Vamos viajar nessas férias, esquecer sempre dos silêncios, que a previsão de vida futura é desespero e pouco gosto.Um dia será acre. Não se pode suportar vida com tanta verdades e nem tantos sangrando na fila. Nos empenhamos forte nesse desespero pelo gozo, porque é sabido: ser herói é sofrimento. Estou escondendo um eu que vocês não acanham. Quero preservá-lo para mais tarde. Não quero saber de perdões e dizeres para outrora. Nem se quer resolver as pendências. O tempo é autodigerido. Não posso medir atitudes. Mesmo errando feio, estou aquém dessas broncas daqueles mestres que nos ensinam  vida.Tão fútil, estou na moda do não me arrependo. E mais um segredo: memento mori não, mas memento vivere.

                                                                                               
                                                                                                  Abraços e, por favor, gozem.

domingo, maio 13, 2012

Cada passo, cada mágoa
Cada lágrima somada
Cada ponto do tricô
Seu silêncio de aranha
Vomitando paciência
Prá tecer o seu destino

Cada beijo irresponsável
Cada marca do ciúme
Cada noite de perdão
O futuro na esquina
E a clareza repentina
De estar na solidão

Os vizinhos e parentes
A sociedade atenta
A moral com suas lentes
Com desesperada calma
Sua dor calada e muda
Cada ânsia foi juntando

Preparando a armadilha
Teias, linhas e agulhas
Tudo contra a solidão
Prá poder trazer um filho
Cuja mãe são seus pavores
E o pai sua coragem

Dorme dorme
Meu pecado
Minha culpa
Minha salvação
(Tom Zé)

te amo, mãe.