umapausa

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sexta-feira, agosto 24, 2012

e o que se perde em ter? são os traços fisiológicos desta minha animação. Me estupraram a alma e fiquei sem a astúcia de driblar as coisas fracas. Estas estão me pegando. Onde, como, quando, não é papel do consciente, mas da minha libido. Sim, libido. Porque tudo que faço é libido. E nada foge dos planos com meu desejo. Nada vem em primeiro lugar no eu mais egoísta que há em mim. Hoje estou aqui para falar de mim. Não do mundo. Nem das flores. Nem da vida.
Mim. Do mais possessivo que exista. Quero me ter e não resolver mais os problemas alheios . Quero tragar os sampas verdes, dos vinhos rosé e gostos sutis. Comer das laranjas que envolve esses patês tão significativos. E andar no carro sem nunca chegar, somente andar e almejar. 
olá, perigo, fui acendida. 

quarta-feira, agosto 15, 2012

esperando pelos tempos que vão e eu não alcanço. Mas que me passa e sempre mata um pouco de mim. 
Estou ausente daquela lucidez dos maduros, alguma coisa desmontou tudo que sou, assim, duma vez. Não falo dos princípios pedantes que cansei há anos de colecionar. Falo de mim. Do que quero. Do que sou. Do que poderia violentamente me definir. É que qualquer autodefinição é uma violência. 
Passei um tempo sofrego achando que iria sanar a loucura das coisas com amor. Até que depois de morrer várias vezes, num desses nascimentos que tenho por ano, decidir me salvar. Não sofrer. Passei com amor e prazer a sujeira do mundo em todo meu corpo, pra disfarçar minha dor. Fui. E agora sou pior.
Mato toda a verborragia cansável da tentativa de ser. É melhor amalucar-se a ter de ser certa, porque certeza é a minha maior dúvida. Não sou. Não sou mais.




"Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar"