umapausa

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quinta-feira, setembro 06, 2012

luna fernando de abreu


Que não nos falte vontade de chorar apesar da moda ser feliz ao extremo. Que sejamos pesados porque leveza demais é fingir. Que sejamos livres de preconceitos, mas que aceitemos nossa hipocrisia. Que nenhum de nós se esqueça da fraqueza, para que então tentemos a força. Mas que enfim, não nos falte fé e amor.



"Como qualquer um pode lhe dizer, não sou um homem muito bom. Não sei que palavra usar para me definir. Sempre admirei o vilão, o fora-da-lei, o filho-da-puta. Não gosto dos garotos bem barbeados com gravatas e bons empregos. Gosto dos homens desesperados, homens com dentes rotos e mentes arruinadas e caminhos perdidos. São os que mais me interessam. Sempre cheios de surpresas e explosões. Também gosto de mulheres vis, cadelas bêbadas que não param de reclamar, que usam meias-calças grandes demais e maquiagens borradas. Estou mais interessado em pervertidos do que em santos. Posso relaxar com os imprestáveis, porque sou um imprestável. Não gosto de leis, morais, religiões, regras. Não gosto de ser moldado pela sociedade."
(Charles Bukowski)

terça-feira, setembro 04, 2012

mais um estranho

você faz parte de uma maioria que não quero conhecer. mais um embaraço tosco dos que vive na superfície e sempre me enlouquecem com isso. porque eu preciso de mais.  preciso das conversas insanas, filosofias da alma. confessar meus segredos e destilar meus venenos em doses homeopáticas. planejar planos utópicos e discutir sobre aquela música. eu falo dos filmes, mas você e sua maioria ainda insiste em apreciar vodka ruim com suco de merda. falo do mundo e de como salvá-lo e você e sua maioria riem da minha suposta insanidade ou quem sabe, infantilidade. sinto falta dos pulsos fortes, das almas doces e bem ácidas. esses cheiros tão repetitivos, que soam gargalhadas dentro de mim, me enlouquece. porque não posso ir forte. não posso ser mais. me limito ao estado ínfimo de ser uma embalagem cabível para a maioria. por favor,  deem meia volta. preciso conversar sobre pessoas.
estou seca, mas com todas as palavras na beira de um ataque. qualquer cerveja me faz vomitar os prantos que nem sei o quê em quem nem sei quem é.
quero falar, mas não. minha voz é um zumbido. você e sua maioria estão galopando felizes na cobertura estúpida da superfície. e eu estou, como sempre, vivendo. fundo. fundo. bem no fundo do poço,




"People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down

When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're strange"
(The Doors- People are strange)

















essas despassagens e os desavessos 
nem os desencontros, nem os desvios
das desvirtuações e desdéns
eu já não me comporto mais aqui, dentro de mim.
estou desconstruindo
desconcertando
desesperando