umapausa

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quarta-feira, novembro 28, 2012

le lâche

foi sentindo a remessa dos ventos pequenos que perpetuou-se frágil. Eram sopros de sentimentalidades que a deixava esquisita. Balançava seus nós fracos. Inquietava se havia verdadeira plenitude das coisas fixas.
Assim, frouxa. Foi sendo a cada passo dado sem medida. e as medidas eram então limites confusos.
onde só o amor cura e envenena, vinha seu elo maldito com o mundo. a canseira de ter de ser todos os dias alguma coisa. Era nítido que o mais fácil seria amar.
mas o fato de querer se sentir amada foi comendo suas paredes. e assim, frouxa, não era porra nenhuma de coisa fixa.
solta por aí, nos ares que expulsam os vivos. nos restos que habitam os mortos e esquecidos. era onde ficava sua verdadeira insensatez de viver.
eu vi aqueles escombros e no seu olhar difícil de baixo pra cima que na verdade escondia um espanto.
porque eu sabia, ela se espantava todas as vezes que amor não era, assim fato, na vida. eu sabia que sua força na voz e verdades cuspidas era só medo. de o amor não ser fato na sua vida.
quando entendeu-se, finalmente, frouxa, percebeu que seu caminho era comer os perdidos e digeri-los por dentro até vomitá-los gentes. aí então é que era abandonada. e não havia o amor. o amor de, talvez vai saber, não ser amada. ser apenas num vento.

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