umapausa

umapausa

segunda-feira, dezembro 23, 2013

2014




nem compromisso com promessas, nem com expectativas. não quero obrigação de ser feliz e nem de buscar equilíbrio. ser livre já sendo ou querer é prender.

sábado, dezembro 21, 2013

eu não sei se eu sei
do que sei
do que não sei
Mas o amor nunca é uma constância
Ele mexe 
Ele muda 
Ele coisa
Descoisa
E continua sendo
Amor


quinta-feira, dezembro 19, 2013

desculpe já cedo

desculpe pelo vento que abro janelas. desculpe pelo resto do oco. desculpe pelas vozes que saem de monte. desculpe pela mancha de saudade. desculpe pela ostentação de querer. desculpe pela humildade de ficar. desculpe pelo alarde de ontem. desculpe por fazer você hoje. desculpe se me esqueci. desculpe pelo preço que não pago. desculpe pelo telefone na cara. desculpe por ter ficado mais tarde. desculpe por nascer tão pra dentro. desculpe por querer morrer pra fora. desculpe por fazer você um circo. desculpe se me visto de palhaça. desculpe se reclamo muito cedo. desculpe se solto sincero. desculpe pelas palavras tortas e queimadas. desculpe pelo cérebro de macaco. desculpe pelos bares não idos. desculpe pelas festas desfeitas. desculpe pelo presente usado. desculpe pelo meu eu corrompido. e desculpe mais ainda, acima de tudo, além do século, por ser tão mimada.

sexta-feira, dezembro 13, 2013

dois mil e treze

de tanto desconserto, mancou-se do seu próprio passo. cambaleou naquele desamor. caiu no não aguento mais. caída no final de dois mil e treze numa sexta feira treze para marcar o azar de sua própria existência. existir pra dentro, pra fora. no meio. fundo. ir aquém da absoluta superficialidade que findaram na vida. ir tão além do viver e descobrir o desconserto. mesmo já caída, cambaleada, mancada. ainda no chão reduzindo-se a pó e feiura, mas com um alívio masoquista de ser tão sendo. viver sentimentos tão verdadeiros, que extraterrenos. fora daqui. vivência tão estourada, que saturada. de monte. pensa na derradeira noite que preza seu eu. digita ofegante, com lágrimas nos olhos e pressa de sair de si mesma. sente-se só. naquela queda sem mensura. e não consegue, por fim, concluir nenhum pensamento. foi o ápice da intensidade. correu o mundo. a vida. si mesma. viveu tão largamente, que roubou espaços alheios. bagunçou, como sempre, algumas e outras vidas. fez do amor culpa. ficou um pouco mais pedra. e lá no chão fez a posição fetal que deveria. caída se confortou pro desconserto e dormiu mais um sonho que nunca será. 

domingo, novembro 24, 2013

resta um

fazendo aquele arroz carreteiro pra conquistar meu próprio coração. em tempos de desamor é bom se sentir amada por si mesma. ainda que feia, descabelada e de pijama às quatro horas das tarde, tentado fazer um trabalho infinito da faculdade. resta eu e meu drama sem fim.
o que obviamente não é verdade. não há tanto desamor e nem é tão drama assim. apenas uma luta perdida na guerra de não se sentir sozinha.
ok. eu tentei. fui lá, dancei conforme a música. e de repente, virei um poço de maldade. não deu certo. nem a luta. e nem eu, poço de maldade. sou uma coisa feita de amor. não nasci para brigar e nem para ser a parte. sou muito mimada. tenho motivos. minha vida foi pautada em relação estritamente verdadeiras e duradouras. pessoas maravilhosas que apesar de estarem tão mais comigo, estiveram. o tempo, amor. o tempo é capaz de roer nossas bases e afastar-nos das pessoas mais importantes.
no meu caso foi tempo, vontade e faculdade. esta filha da puta. o curso que tanto ralei pra fazer, que me deixou em pedaços e me fez amar a poesia. é o que penso ouvindo nina simone e sentido o cheiro do meu arroz carreteiro.
sei que na vida lindas pessoas estão comigo. grandes amigos me mimam à distância, deixando esse doce sabor de saudade. mas a realidade bruta precede um espanto: eu, só, aqui.
aprendi o egoísmo. e o deixo nesse instante. prefiro meu eterno sofrer de amar mesmo as pessoas. ainda quero apego. e sou dessas pessoas que preza muito grandes amizades.
o arroz está quase pronto pra mim. só eu vou comer.
resta eu. aqui.
todas as voltas que a vida pensa que dá chega ao mesmo lugar. aquela velha história que se repete, aquele velho erro que se comete. não aprender nunca. ou convencer à vida e aos fatos de que esse erro é o certo. mesmo que lhe arranque a paz. felicidade. quietude. é preciso um caos para tornar-se uma estrela, dizendo nietzsche. e foi. um caos que nunca estrela. voltas que sempre o mesmo fim. os ciclos. a vida é uma história repetitiva. e de repente, tudo de novo.

terça-feira, novembro 19, 2013

prezo meus cacos



às vezes, de alguém pra me afogar, é que eu preciso.
 um suspiro roxo de quem busca socorro inverso
 um drama patético e sem fim de uma moribunda da alma.
quem foi o lapso?
nunca importou.
apenas que isso é o restante de uma confusão estúpida.
é que talvez não me pertença o coração que brinca em silêncio no meu peito defunto
apenas levei a sério e tão fundo fui que aqui não há ninguém
mas não que eu reclame, apenas abstraio.
sou a maior culpada de mim
não dou méritos a ninguém por eu seu ser esse samba sem fim
culpei alguma coisa e fui lá ficar louca.
era apenas uma desculpa de não ser mais nada
fazer, da insanidade, refúgio para alimentar essa vida
que nesses momentos desanda.
enquanto lutam vorazes por suas vidas
mato as madrugadas fazendo poesias com meus olhos pra dentro
vejo um bando de coisas espalhadas
vejo ideias, lembranças, desejos
mas não vejo esperança
de enfrentar a essa  tal de vida e sair ilesa

quinta-feira, outubro 17, 2013

viver é um acre

nunca sair de uma lasca torta de um dia miúdo
ser apenas um ponto de um mundo lambido
achar tudo um saco e nem sequer saber definir isso
enojar do nojo de se enjoar tanto
levantar desse útero e botar a cara fora
ser única original criativa encantadora,
mas não ser medíocre
ser todas igual banal invisível
mas não ser metida
andar a esmo na finitude
e se deparar com o nada que se curva perto
lutar contra todos
e abraçar tudo
parir brilhante estrela
depois de todo caos que vivido
sair sorrindo para quem não presta
ser imprestável para quem nem te toca
perdoar os míseros sinais humildes
que todo esse povo purulento esconde
e amá-los um a um cada qual seu tipo jeito personalidade umbigo
afogar os sexos
fazer pose de resolvida
e lamber a libido
os certos estudados sábios religiosos melhores
te julgarão
prenderão sua reputação
até infiltrar sua consciência
com aqueles mesmo discursos repetidos
entortando e diminuindo até que

nunca sair de uma lasca torta de um dia miúdo


quarta-feira, setembro 25, 2013

memórias de uma estudante gauche

doces desencantos que a vida nos força a engolir. é o que pensava enquanto deambulava fraca por causa dos vãos livros pesados que carregava enquanto ia ladeira à cima. é quase um auto-castigo. preço que se paga por enganar a si mesma, pegando os livros gordos da biblioteca para amenizar a consciência pesada de ter ido embora no meio da aula. não sou de fazer isso. aulas são coisas sagradas. mas precisava usar essa porra de baixa resiliência pra alguma coisa dramática. e foi isso que fiz. fingi cair para derreter gosmenta na minha cama a tarde toda. fingi as desavenças comigo mesma, para poder fica pelada, mergulhar nos meus travesseiros e assistir as novelas da globo. é o que direi para ela na sexta: eu finjo cair para curtir uma preguiça inexplicável de enfrentar a vida, eaí?

quinta-feira, agosto 15, 2013

na medicina

Não se acha profundidade por aqui. Apesar de intenso, é tudo pautado numa grande extensão de superficialidade. Preciso dizer também do egoísmo. É que, ultimamente, a agonia me prezou em suas nuances, para abrir meus olhos cerrados de tanta dor. Agora enxergo o pútrido do amor que nem é amor, cuja vivência é apenas companhia de quem se achou apenas. E gostou do que viu.
Como um cachorro que se cria para banir e ser amado. Como um passarinho que se prende na gaiola em troca de seu canto diário. Não por amor. Mas por egoísmo.
assim se foi sendo uma falsa história. Cujos pilares eram mais uma vez fracos. E como se não houvesse outra saída para meus rumos, eu não suporto fracos pilares.
Como se não houvesse resignação para minha pecaminosa vontade do amor reciproco, odeio não encontrar profundidades. Desisti.
Eu não tenho lá muitas panelas para servir de tampa. Vou sendo esse gauche pedaço de vida, balançando freqüentemente essa árvore da vida para ver os podres, que me pesam, cair. Numa quase orgástica mania torpe de ser sozinha. Apartada dos grupos que não pertenço. Como se não houvesse almas páreas para meu desassossego. Pessoas que suportem minha profundidade. Tão profunda. Mas tão profunda, que eis me aqui no subsolo.

terça-feira, agosto 13, 2013

dizem que minha veracidade é o que me torna atraente aos assuntos, mas eles não sabem que isso me ferra na vida. Dizem que tenho um quê com as artes e isso é tão maravilhosamente incrível num lugar cheio de frios nada poéticos, mas eles não sabem que eu daria tudo para usar mais meu hemisfério direito e ser menos torta. Dizem que minha sensibilidade me destaca na percepção das coisas escondidas, tão importantes, ainda que simples, mas eles não sabem, de novo, que sofro mazelas por sentir demais. Admiram minha intensidade e meu jeito escroto viver fundo a vida, mas é isso que me torna tão tempestuadamente enojada da mesma.E me falam que queriam amar tão forte como eu amo, mas amar forte é para os fracos que não se prezam mais que os outros. Sou apenas um amontoado de erros sendo elogiado por aí no ápice do meu desprazer de viver até onde der. Quero viver até onde eu quiser. Controlar as rédeas, continuar a ser louca. Mas sempre que penso que tudo isso não é pra mim, os milagres-coisas me trazem de voltam pra vida. E meus piores erros, medos, meu jeito, completamente, bagunçado de ser, são objetos de contemplação para os normais e equilibrados com suas vidinhas retas e toscas.

domingo, agosto 11, 2013

tudo errado como dois e dois são quatro
é que estou dentro daquela liberdade consumida
me vestir de cozumel e sambar em cima de uma cinza
pra não repetir todos os deslizes dos velhos já gastos
para errar exatamente o que não se pode fugir
um desespero de um bem vindo que não mais prezo
vida séria vida certa vida sonhada
tenho medo de ser uma família
preciso, apenas, me perder disso para tentar me encontrar
me encontrar?
só tenho medo disso
ser dois sendo uma

sair por um instante
para comprar aquele velho cigarro na padaria da esquina
e quem sabe um dia voltar

terça-feira, junho 18, 2013

justificativa

Não consigo me dar em pedaços sem, ao menos, sofrer por ter guardado um tanto de mim. Preciso me dar por inteira, como eu sempre fiz em tudo na minha vida.

segunda-feira, junho 03, 2013

estado de espírito I

e se a casa reflete o estado de espírito do dono, vou deixar a minha bem bagunçada de propósito. de preferência inóspita.

domingo, junho 02, 2013

status: querendo a liberdade de ser, finalmente, eu, em detrimento do nós de toda a vida. e, simultaneamente, pensando no quanto seria bom ter você aqui agora.

segunda-feira, maio 27, 2013

sentindo o azedo do tempo infiltrar nos poros do nosso velho amor. ter medo de não ter mais medo de um ponto final. me fadigar das conversas sem saídas e conclusões. ser apenas uma inércia. eu estou tão cansada, mas não consigo sair do melhor abraço de todos. 

sexta-feira, maio 24, 2013

silêncio

2005:
você vem vindo e vou tomar banho
escolho a blusa mais decotada e um shortinho
você está chegando e estou passando lápis no olho
agorinha você bate na porta e vou borrifar de novo o perfume




2013:
você vem vindo e estou apenas deslizando o feed de notícias
com roupa suja, descalça e cheia de olheiras
você está chegando e estou com cheiro de dia inteiro
agorinha você bate na porta e estou toda descabelada


domingo, maio 19, 2013

não autossuficiência

é domingo, sensível, e estou cansada de tanta soltura desprego lonjura frieza afasto independência modernidade pessoas semi-deuses etc.
quero abraços fortes, carinhos longos, conversas grandes e muito apego. quero pregar nas pessoas. ser uma parasita. negar esse costume comensal  e cínico, assumir o mutualismo com muita intensidade. quero confessar que preciso de você. quero dizer que sem você e sem você e sem você não tem graça. e que sou o quê sem pessoas. e que ausências me machucam. e que soltura me irrita. estou em busca de pessoas dependentes. de pessoas grudentas. de uma vida cercada. que me aperta. que não some. que me viva.

segunda-feira, maio 13, 2013

e vontade de chorar para inundar os perto
deixar molhado para cultivar flores
forçar a barra para ver bonito
 esquecer da dor de ser pra dentro

e vontade de chorar para limpar o peito
 deixar ir embora essa fuligem torpe 
brilhar, talvez, de vermelho sangue
o coração preto que viveu verdades

chorar até secar os poços. pra ver se endurece este errado coração fadigado de ser mole.

quinta-feira, abril 25, 2013

ora, se não é a vida defasada em armadilhas. num passo súbito à queda do penhasco invisível que caminhamos tão confiantes. é assim. cair. e se deixar caindo. não quero me redimir. nem assumir meus deslizes. eu não vi essa porra de precipício e ainda tenho que ter uma sabedoria mirabolante de agir certo? me deixa cair. preciso de xingamentos e equívocos. de culpar terceiros. e de choros desnecessários.
não tenho compromisso com a linha reta. desde o anjo torto sou gauche até o fim. não é uma briga de dois culpados. de nenhum lado está com razão. eu tenho a razão de ter errado. e não vou carregar culpa estúpida para uma vida já carregada.  sou vítima. não vou pedir desculpas. hoje eu quero que se foda o espírito evoluído e a humildade cristã. eu, simplesmente, não vi a porra do precipício. e estou cansada de não cair.

quinta-feira, abril 11, 2013

eu que não sou sem você
não sei o que é você sem mim
vendo a fluidez das coisas
tão flácidas

enquanto se aderem nossos corpos
e unificam nossos vasos
eu bifurco nossas almas
e separo até as vidas

tudo na vã tentativa
de me ser
ou lembrar do que sou
e sozinha caminhar
até os seus
seus braços e
chorar no seu
seu colo




segunda-feira, abril 08, 2013

livrei

eram muitos da minha vida

e eu carregava pesos em amarras improvisadas pelo meu corpo 
que não me deixavam voar
porque sou quem está comigo
fidelidade canina

até que um dia
simplesmente
soltei

fiquei mais leve
e poucos sobraram 

eram só amarras

domingo, abril 07, 2013

procurando
procurando
procurando
e
nada


não se acha certezas onde nada por aqui não vale uma dúvida


quinta-feira, fevereiro 28, 2013

de quem te ama mesmo assim


questiono-me nas ociosas horas, momentos cuja nostalgia é penetrante e as circunstâncias digerem os fracos pilares que sustentam meus convívios; nas pós euforias recheadas com o tédio; nos limites que me impede de abraçar bem forte um alguém que seja meu e nas mais derradeiras semanas que sucumbem a vontade de falar: por que acabaram-se os nossos assuntos?

quinta-feira, janeiro 03, 2013

estou me debulhando e resolvi ficar sozinha. quero uma paz, que minha, poderia me filtrar. sair de mim as coisas das quais não quero. e ficar o que sou, para ao menos descobrir. hoje eu não quero você por perto. nem ninguém por aqui. estou comigo tão quanto não estive dias atrás. separando quem eu sou do que não sou mais. é que eu era uma certa que buscou o errado . pra, quem sabe, para fugir dos açoites de uma sociedade hipócrita. agora errada, busco ser certa. para fazer jus a vida e negar o vão dos meus tempos. meu nato descontamento com o mundo e os sôfregos dias que coleciono por isso. estou desperdiçando minha vida com o nada. gastando tempo delgando meu eu à esmo. errada, preciso de um tempo. achar meus podres e vomitá-los que seja. filtrar meus pensamentos. me encher de perdão e soltá-los por aí. já disse que vivo de abraços que na verdade é de pessoas que na verdade eu vivo mesmo é de amor. um banho de mesquinhez para limpar toda minha distração de ter esse tempo. eu preciso disso. de ser repelida.

terça-feira, janeiro 01, 2013

a virada

é melhor feliz ano novo e uma bad trip  crises de risos alternância de sentimentos e hipersonoridade das coisas  tudo onda polvo e fumaças  na virada lasciva é meu coração vomita tudo que estava escondido  me perdoe maria josé jesus a loucura me seduz bem vindo 2013. prometo mudar!