umapausa

umapausa

quinta-feira, abril 25, 2013

ora, se não é a vida defasada em armadilhas. num passo súbito à queda do penhasco invisível que caminhamos tão confiantes. é assim. cair. e se deixar caindo. não quero me redimir. nem assumir meus deslizes. eu não vi essa porra de precipício e ainda tenho que ter uma sabedoria mirabolante de agir certo? me deixa cair. preciso de xingamentos e equívocos. de culpar terceiros. e de choros desnecessários.
não tenho compromisso com a linha reta. desde o anjo torto sou gauche até o fim. não é uma briga de dois culpados. de nenhum lado está com razão. eu tenho a razão de ter errado. e não vou carregar culpa estúpida para uma vida já carregada.  sou vítima. não vou pedir desculpas. hoje eu quero que se foda o espírito evoluído e a humildade cristã. eu, simplesmente, não vi a porra do precipício. e estou cansada de não cair.

quinta-feira, abril 11, 2013

eu que não sou sem você
não sei o que é você sem mim
vendo a fluidez das coisas
tão flácidas

enquanto se aderem nossos corpos
e unificam nossos vasos
eu bifurco nossas almas
e separo até as vidas

tudo na vã tentativa
de me ser
ou lembrar do que sou
e sozinha caminhar
até os seus
seus braços e
chorar no seu
seu colo




segunda-feira, abril 08, 2013

livrei

eram muitos da minha vida

e eu carregava pesos em amarras improvisadas pelo meu corpo 
que não me deixavam voar
porque sou quem está comigo
fidelidade canina

até que um dia
simplesmente
soltei

fiquei mais leve
e poucos sobraram 

eram só amarras

domingo, abril 07, 2013

procurando
procurando
procurando
e
nada


não se acha certezas onde nada por aqui não vale uma dúvida