umapausa

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quinta-feira, abril 25, 2013

ora, se não é a vida defasada em armadilhas. num passo súbito à queda do penhasco invisível que caminhamos tão confiantes. é assim. cair. e se deixar caindo. não quero me redimir. nem assumir meus deslizes. eu não vi essa porra de precipício e ainda tenho que ter uma sabedoria mirabolante de agir certo? me deixa cair. preciso de xingamentos e equívocos. de culpar terceiros. e de choros desnecessários.
não tenho compromisso com a linha reta. desde o anjo torto sou gauche até o fim. não é uma briga de dois culpados. de nenhum lado está com razão. eu tenho a razão de ter errado. e não vou carregar culpa estúpida para uma vida já carregada.  sou vítima. não vou pedir desculpas. hoje eu quero que se foda o espírito evoluído e a humildade cristã. eu, simplesmente, não vi a porra do precipício. e estou cansada de não cair.

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