umapausa

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quinta-feira, agosto 15, 2013

na medicina

Não se acha profundidade por aqui. Apesar de intenso, é tudo pautado numa grande extensão de superficialidade. Preciso dizer também do egoísmo. É que, ultimamente, a agonia me prezou em suas nuances, para abrir meus olhos cerrados de tanta dor. Agora enxergo o pútrido do amor que nem é amor, cuja vivência é apenas companhia de quem se achou apenas. E gostou do que viu.
Como um cachorro que se cria para banir e ser amado. Como um passarinho que se prende na gaiola em troca de seu canto diário. Não por amor. Mas por egoísmo.
assim se foi sendo uma falsa história. Cujos pilares eram mais uma vez fracos. E como se não houvesse outra saída para meus rumos, eu não suporto fracos pilares.
Como se não houvesse resignação para minha pecaminosa vontade do amor reciproco, odeio não encontrar profundidades. Desisti.
Eu não tenho lá muitas panelas para servir de tampa. Vou sendo esse gauche pedaço de vida, balançando freqüentemente essa árvore da vida para ver os podres, que me pesam, cair. Numa quase orgástica mania torpe de ser sozinha. Apartada dos grupos que não pertenço. Como se não houvesse almas páreas para meu desassossego. Pessoas que suportem minha profundidade. Tão profunda. Mas tão profunda, que eis me aqui no subsolo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Seus textos são ótimos. Tanto que tem gente copiando trechos deles sem te dar créditos: www.twitter.com/fabimariano

luna disse...

hahaha, inevitável. Tenho que engolir. =(
Obrigada por avisa e pelo elogio! =)