umapausa

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terça-feira, novembro 19, 2013

prezo meus cacos



às vezes, de alguém pra me afogar, é que eu preciso.
 um suspiro roxo de quem busca socorro inverso
 um drama patético e sem fim de uma moribunda da alma.
quem foi o lapso?
nunca importou.
apenas que isso é o restante de uma confusão estúpida.
é que talvez não me pertença o coração que brinca em silêncio no meu peito defunto
apenas levei a sério e tão fundo fui que aqui não há ninguém
mas não que eu reclame, apenas abstraio.
sou a maior culpada de mim
não dou méritos a ninguém por eu seu ser esse samba sem fim
culpei alguma coisa e fui lá ficar louca.
era apenas uma desculpa de não ser mais nada
fazer, da insanidade, refúgio para alimentar essa vida
que nesses momentos desanda.
enquanto lutam vorazes por suas vidas
mato as madrugadas fazendo poesias com meus olhos pra dentro
vejo um bando de coisas espalhadas
vejo ideias, lembranças, desejos
mas não vejo esperança
de enfrentar a essa  tal de vida e sair ilesa

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