umapausa

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sexta-feira, dezembro 13, 2013

dois mil e treze

de tanto desconserto, mancou-se do seu próprio passo. cambaleou naquele desamor. caiu no não aguento mais. caída no final de dois mil e treze numa sexta feira treze para marcar o azar de sua própria existência. existir pra dentro, pra fora. no meio. fundo. ir aquém da absoluta superficialidade que findaram na vida. ir tão além do viver e descobrir o desconserto. mesmo já caída, cambaleada, mancada. ainda no chão reduzindo-se a pó e feiura, mas com um alívio masoquista de ser tão sendo. viver sentimentos tão verdadeiros, que extraterrenos. fora daqui. vivência tão estourada, que saturada. de monte. pensa na derradeira noite que preza seu eu. digita ofegante, com lágrimas nos olhos e pressa de sair de si mesma. sente-se só. naquela queda sem mensura. e não consegue, por fim, concluir nenhum pensamento. foi o ápice da intensidade. correu o mundo. a vida. si mesma. viveu tão largamente, que roubou espaços alheios. bagunçou, como sempre, algumas e outras vidas. fez do amor culpa. ficou um pouco mais pedra. e lá no chão fez a posição fetal que deveria. caída se confortou pro desconserto e dormiu mais um sonho que nunca será.