umapausa

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sábado, fevereiro 15, 2014

fósseis

as coisas que acabam, deixam seus fósseis acesos. não me interessa apagar, porque caminho sob a luz que alumia. se é pra entortar, estou a dispor de ruir. eu que não me intimido mais pelos pesares que vem. das ruínas, eu teço meus outros caminhos. colecionando benvindos e indo pra trás para ser maior. e depois sigo em frente, porque gosto da vida em espiral, pra buscar qualquer coisa que não posso me esquecer. pra lembrar de como eu era quando me deixei morrer. morrida, sou muito mais dentro. e prezo o fora. é que meus partos pra vida são sempre meus melhores deslizes. na euforia, sou tão superficial quanto feliz. assim me vou nascendo. cada eu uma crosta mais nova. uma superfície cada vez mais profunda. porque só assim pra caber meus fósseis.

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