umapausa

umapausa

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

resta um buraco e um punhado de choro pra mim. resta também incertezas e a solidão que engole. resta desafetos inconcluídos e conversas obrigatórias. resta a rotina mórbida com seus sopros quentes de sufoco. resta o tempo que se passar melhora e se viver piora. resta pouco. quase nada.
mas é que a incongruência me define, essa vesga de alma. e assim, vou fazer do resto vigia. passar o tempo vivendo sem medo. ser eu sendo, como sempre, minha. eu que sou do contra. cabeça para baixo. beijando todas as dores e lambendo, confortável, minhas feridas, vou. Eu que não preciso de um milagre para estar viva e nem de grandes explosões para suportar os dissabores passados. vou indo para a vida muda e sem reflexo das minhas incertezas. quero apenas viver meus restos e parir mais flores. sem ter grandes almejos. porque de cada amor tu herdarás só cinismo. e amor é tudo que se vive com qualquer pessoa de sempre.