umapausa

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segunda-feira, março 24, 2014

as coisas estavam indo avessas e o novo eu não havia parido por falta de senso. eu fui lá, então, e pedi o perdão jogando verdades. eu disse tudo que é mundo que é quanto se precisa para tentar limpar mágoas difíceis. eu pedi perdão e pedi pra ser perdoada. e chorei. depois que inventei de morrer e nascer menos inha, depois que inventei de remexer nos vestígios do passado recente, nas conversas esquisitas e problemas nada resolvidos, eu chorei. e fui moendo, surtando, definhando. eu adoeci na alma e meu corpo sentiu esse grito físico. eu emagreci uns quilos e estava evitando viver. fiquei fixa na cama. presa por tentáculos cujas raízes estavam fincadas no submundo do sofrer. eu precisava estar conectada ao obscuro, inferno dos errados que arrepende, para poder queimar tudo, e fênix, alçar o voo nascedouro. porque do fogo se queima o infectado. do sofrer se muda o podre. a alma só evoluí quando a gente se queima por dentro. 
não. ainda não nasci. mas já morri aquela antes. estou em contrações esporádicas para um parto novo. eu estou nascendo de novo novamente aos vinte e tantos anos por motivo de: quero continuar viver essa vida.