umapausa

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sexta-feira, abril 25, 2014

já estou familiarizada com esse barulho do nada que a madrugada revela. Não optei por ser tão noturna e tão errada. As coisas estão revelando e o inóspito me quer outra vez o ambiente. Temo sentir sua falta às duas e querer sambar no cozumel de novo. Eu sei, você virá amanhã. Mas ainda não me toquei o quão feliz isso deveria. Ou estaria. Apenas vou vivendo mais uma madrugada de torpor. Penso, resoluta, que se vier aquilo tudo outra vez, não quero estar atrás dizendo os nãos. Prefiro ver acontecer do que ser responsável por qualquer tipo de embaraço. Você não vê, são tantas brigas. Ando fugindo de qualquer discussão e pareço uma porta quando estou em grupo. Cansei de brigar, esses meses me aprofundaram num lugar cruel. Não quero mais ser responsável pelas minhas escolhas, tecer meu destino. Prefiro ver acontecer.
As louças na piam choram nosso momento. Eu sei que o vazio é esse abismo que nos separa, o mesmo que tratei de deixar na geladeira. Minha casa responde cada passo. Eu sou onde habito. Roupas e papéis importantes, tudo espalhado. Uma confusão que começa a gritar defronte: olhe pra dentro, coração. Mas não vou olhar. Apenas espero sua chegada na obrigação de ser sua. Lembra que eu sempre fazia isso. Pegava todo amor que sentia por você e, na saudade, definhava-o. Já disse que não sei lidar com essa falta. Seu abraço me poem de volta as coisas. Estou sozinha e sobrevivendo. Sua falta já nem é mais um reclamo. Estou apenas esperando você chegar de longe para eu dizer com palavras ouvidas: estou aqui. Onde não me sinto.

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