umapausa

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segunda-feira, abril 21, 2014

talvez, num desnovelo, se ache faíscas de mim.
porque a hipomania me permite escolher as melhores peças para meu desencaixe
e entre mim e você, prefiro mil vezes sumir
estar a par de um passo morto
de uma disdiadococinesia
viver tão intensamente até queimar
estragar meu sucesso
em mitoses proliferar tanto meu eu, tanto de mim, que por assim dizer: sumo
vem as faíscas quando tento amenizar
vem você indo, quando tento voltar
vem ideias borbulhantes e deliberantes
uma sintaxe imperfeita de existir
uma mania torta de ser menos funda
e nadar na superfície do esdrúxulo
porque essa sou eu assim
uma fantasia e um prazer que não cabe
hipomaníaca de você e de mim
de estar tão longe do túmulo que vim
que renasci
que, acaso, me escondi para tentar outra vez
viver essa cabeça quebrada
achar a peça que me falta para me desintegrar
sou eu assim quando estou eu
um flerte com a loucura
mil e um desabafos
ideias que me encorajam a ser assim, magra
pequena, estúpida
essa sou quando estou
numa forma humana de e.t.
não sou daqui, onde se expulsam as ideias
não pertenço a um mundo onde diminuem amor eterno para até quando durar
essa sou eu
disdiadococinesia




3 comentários:

Thuan Carvalho disse...

o amor passou a ser apenas mais um dos movimentos rápidos executados ao mesmo tempo, num cotidiano de obrigações e afazeres.

Não se deixe pertencer.

luna disse...

deu saudade de você por aqui. =)

Francis Espíndola disse...

tem que gritar mesmo, às vezes.