umapausa

umapausa

quarta-feira, maio 28, 2014

da Francis

pra guardar com carinho


"eu não sei escrever sobre amor. odeio tudo que soe como 'eu te amo'. é necessário rejeitar o que faz da nossa fragilidade legítima, e então atrair-nos ao perigoso limite novamente, para que a vida não vire apatia. a paixão é detestável.
-------------------------------------------------------------------------------------------------------
todos os processos do amor desenvolvem-se em tempos e espaços múltiplos, para além de bom e ruim, para além de qualquer dualidade ou sistema binário. faz parte querer proteger o âmago que ama, esse onde o amor é gerado, a ele, principalmente, é necessário dedicar energia de diálogo (interior), de compreensão, de cura e regeneração, de vida-morte-vida. se isso não for uma coisa auto-gerativa, toda troca se impossibilita e à morte é impossível compreender, ao abandono, aos fins de ciclo. a merda faz parte do amor, assim como tudo faz parte do amor. e o canal para essa urgência é justamente este, o nosso, o da parição dessas criaturas, que vêm à vida para que outras coisas venham à morte. cada ato gentil de cada vez, cada ato destrutivo de cada vez, revoluções e curas, e tudo se movimenta."

[Francis Espíndola] 

Um comentário:

Francis Espíndola disse...

das despedidas, que nada tem de declaração, mas de confissão.