umapausa

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domingo, agosto 03, 2014

aranha ou mulher

eu que passei dias de aranha, tecendo uma força chamada eu. que agora, chorando por ele, de que adianta eu? a gente procura macetes e caminhos alternativos pra não passar em frente nossas fraquezas. a gente bebe. fuma. e dá. finge que coisa. corre pra dentro, até houver luz. a gente inventa nomes falsos para nossas almas já adulteradas pelas dores. todo dia, um alter-ego desmontado. a gente desapega do impossível. e começa apenas tentar sobreviver. a vida amarga mais, enquanto eu diluo sempre. evito conglomerações emocionais pelo medo de me perder. até sigo. até vou além. quando nem precisa conglomerações. um é suficiente. ele. e assim se vai mais um eu de aranha caduca de si. como se ele fosse um motivo de tecer outro eu. ou nós. tanto faz. me perdi. eu que passei dias de aranha venenosa tão minha, tecendo eu tão meu, caí na sua teia. de novo.
e choro nossa falta antes que você perceba a saudade. porque até lá, já me esmaguei até virar flor.

2 comentários:

Thuan Carvalho disse...

o motivo de se reinventar tem que ser interno...

o motivo externo só faz prender em mais teias.

Francis Espíndola disse...

ai. <3