umapausa

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quinta-feira, agosto 21, 2014

o amor cobre nossa nudez que expomos quando a entrega se revela em fúria. a sorte assopra novos ares e isso assim não resseca. a distância é um provoque. uma forma de irritar o mundo com suas garras quase neandertais. você disse que há muitos que estão perto, mas que nem se quer se sentem.  estamos longe mas tão dentro, que fogo. assim, num ataque, você disse que as barreiras são fracas. que se amor é assim, nem barreiras culminam o fim. e sim. amor que rói até as sobras dos ossos.
eu ando num ataque ansioso. quero ver seus olhos que brilha. eu ando com ciúmes da saudade. com dor da falta. eu vou. vou pro vento onde leva viver. vivo muito. e sem você aqui. me desmonto na saudade, mas me viro viva. e nua sem amor cobrindo minha friagem, evoco mais amor. porque a fúria me revela sua. eu sou uma entrega calculada. ainda que isso não me desapareça.

3 comentários:

Thuan Carvalho disse...

me entrego, até certo ponto...
me acabo e pronto.

=]

luna disse...

admiro.. ou me entrego, ou não quero. isso deve ser errado.
=

Francis Espíndola disse...

li esse com vontade de liberar toda essa loucura de mastigar os dedos e cuspir fogo revirar o corpo do avesso só pra liberar um amor amordaçado pela distância