umapausa

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segunda-feira, outubro 27, 2014

eram seus olhos que me detinham, mas preferia um contato. falava injúrias e vomitava inocência. naquele momento me prendi ao meu lado mais imperfeito. minha maior implicância de ser. odiava a pequenez. mas não resistia ao riso. fui sendo uma menina de 14 anos e sua raiva exposta, amor contido, cala a boca, mão na boca. uma discussão impotente. bêbada. sem nexo. era eu falando mil artes da fuga ao que interessava. que nada me interessava. mas era uma loucura. e desde que sou a 14 anos até aqui: nunca resisti a um copo de loucura. eu sei, são palavras confusas. mas isso porque sou incapaz de revelar meu coração. fiquei irritada com a noite. e errada, pensei fundo no que me irrita. a insensatez é resposta para a falta que me seca. me resta a loucura. pensar no que irrita. a falta de um. irritância de outro.

Um comentário:

Francis Espíndola disse...

o coração revelado: louco.